Reforçar uma obra emblemática da arquitetura moderna portuguesa


Renovação e Ampliação do Centro de Arte Moderna Gulbenkian

Arquitetura, paisagem e engenharia de estruturas convergem no renovado Centro de Arte Moderna Gulbenkian (CAM), em Lisboa. Repensado pelo atelier Kengo Kuma & Associates, em colaboração com o OODA e o Vladimir Djurovic Landscape Architecture, o projeto preserva a estrutura original de betão e aproxima o edifício do Jardim Gulbenkian envolvente, através de novos espaços, ligações e intervenções arquitetónicas. A Quadrante foi responsável pela engenharia de estruturas da renovação e ampliação.

Preservar o edifício existente e, ao mesmo tempo, adequar a sua estrutura às exigências sísmicas atuais foi um dos principais desafios de engenharia do projeto. A intervenção estrutural abrangeu os sete blocos do edifício, cada um com dois pisos enterrados, piso térreo e cobertura, com soluções concebidas para reduzir os deslocamentos sísmicos horizontais e estabelecer percursos de cargas claros até às fundações. A ampliação incluiu ainda uma nova galeria subterrânea e novos acessos verticais, bem como a marcante pala Engawa, com 105 metros, apoiada em pilares em V invertido que descarregam na nova galeria ou em microestacas.

Números chave

Mercado

PT+MEA

Setor

Sustainable Cities

Serviços

Engenharia

Localização

Lisboa, Portugal

Ano

2025

Estado

Concluído

Cliente

Fundação Calouste Gulbenkian

Prolongar a vida de uma obra importante da arquitetura moderna portuguesa exigiu reforçar o que já existia e, ao mesmo tempo, viabilizar uma nova visão arquitetónica. O reforço sísmico melhora a resposta estrutural do edifício face às exigências atuais, enquanto a galeria subterrânea, as novas ligações verticais e a pala Engawa ampliam e transformam o CAM sem abandonar a sua estrutura original de betão. O resultado conjuga a preservação do património, a resiliência estrutural e a arquitetura contemporânea num dos principais espaços culturais de Lisboa.