Amanhã, 14 de fevereiro, celebra-se o Dia Mundial da Energia e, na Quadrante, sabemos que criar valor no setor energético exige uma visão integrada: compreender cada território, aplicar a engenharia com rigor e potenciar o talento das pessoas.
É assim que transformamos desafios em soluções sustentáveis, gerando impacto real e preparando o setor para um futuro sólido e sustentável.
Assinalamos esta data com a reflexão de Isabel López Ferrer, Head of Business Sector – Energy, sobre o presente e o futuro da transição energética.
Visão Global
Qual é o principal desafio que o setor energético enfrenta hoje para alcançar uma transição verdadeiramente sustentável?
O grande desafio é equilibrar ambição e viabilidade. Do ponto de vista técnico, o principal desafio é a integração eficiente e segura de novas tecnologias em sistemas energéticos cada vez mais complexos. O desenvolvimento massivo de renováveis, o armazenamento, a digitalização e a eletrificação exigem redes robustas, flexíveis e bem planeadas, capazes de gerir a variabilidade e garantir a estabilidade do sistema.
A isto soma-se a necessidade de antecipação e coordenação entre planeamento, regulação e execução. Os projetos devem ser concebidos tendo em conta a sua operação a longo prazo, o impacto na rede e a sua integração no território.
A sustentabilidade real não se constrói com soluções rápidas, mas com critério, rigor e visão de conjunto. Não se trata apenas de instalar mais renováveis, mas de desenhar sistemas energéticos sólidos e preparados para o futuro, sempre com respeito pelo meio ambiente e com uma visão de sustentabilidade que vai além da viabilidade económica.
Além disso, pela sua constante evolução e pelo surgimento contínuo de novas fontes e tecnologias, a transição energética exige equipas tecnicamente competentes e dispostas a aprender e adaptar-se de forma permanente. Só assim será possível integrar a inovação com responsabilidade ambiental e garantir uma transição eficaz e duradoura.
Território e Mercados
Que diferenças e oportunidades-chave existem nos diferentes mercados onde a Quadrante opera na abordagem à transição energética?
Trabalhar em diferentes mercados proporciona perspetiva. Cada território tem o seu próprio ritmo, enquadramento regulatório, prioridades e contexto cultural. Existem mercados tecnologicamente muito avançados e outros onde ainda se está a construir ou mesmo a desenhar a base do sistema energético.
Liderar a transição energética não é impor um modelo único, mas compreender cada território como um ecossistema próprio — saber ouvir o seu ritmo, interpretar as suas regras e transformar os seus desafios em oportunidades.
Para a Quadrante, esta diversidade é uma grande mais-valia. Permite-nos aprender continuamente, transferir experiência entre países e adaptar soluções a cada contexto. A transição energética não segue um modelo único; funciona quando o território é compreendido e quando se trabalha a partir dessa realidade, sempre com sensibilidade técnica e ambiental.
Energia e Impacto
Como transforma a engenharia os objetivos climáticos em projetos reais e viáveis?
A engenharia é onde as ideias são postas à prova: do papel ao terreno, com rigor e visão de futuro. Os objetivos climáticos só geram impacto quando se transformam em projetos bem definidos, seguros e executáveis.
Desde o planeamento até à direção de obra, a engenharia aporta critério técnico, antecipa riscos e garante que as soluções funcionam não apenas hoje, mas também dentro de vinte ou trinta anos. É um trabalho muitas vezes invisível, mas absolutamente indispensável para que a transição energética seja uma realidade.
Sempre com respeito pelo meio ambiente e pela sustentabilidade, porque não se trata apenas de viabilidade económica, mas de construir um legado responsável para as próximas gerações.
Futuro e Talento
Que tipo de liderança e talento necessitará o setor energético nos próximos anos?
Serão necessários líderes com visão técnica e humana. Pessoas capazes de compreender a complexidade do setor, mas também de ouvir, colaborar e tomar decisões responsáveis.
O talento do futuro será diverso, multidisciplinar e com elevada capacidade de adaptação. E, acima de tudo, com vontade de aprender.
A verdadeira transformação do setor não será marcada apenas pelas tecnologias, mas pelas pessoas que as tornam possíveis.
Para isso, é fundamental reconhecer a escassez de profissionais no setor e a transformação da sociedade atual, onde as pessoas valorizam cada vez mais trabalhar em organizações com propósito, flexíveis e centradas no ser humano. Só assim será possível atrair e reter o melhor talento num setor que dele necessita com urgência.